31% dos projetos complexos não entregam todo o benefício pretendido
Equipe Prymaz3 min de leitura
Existe um tipo de projeto que fecha no prazo, dentro do orçamento, com todo mundo aplaudindo, e meses depois ninguém consegue apontar o que mudou. Ele cumpriu o cronograma. Só não resolveu o problema que o fez nascer.
O Pulse of the Profession 2026, do PMI, ajuda a dar tamanho a isso: 31% dos projetos complexos não alcançam todo o escopo dos benefícios pretendidos.
Como ler esse número sem distorcer
O dado é fácil de citar errado, então vale a pena ir devagar.
A base são os projetos complexos, não os projetos em geral. Quem usa o 31% como "taxa de fracasso de projeto" está comparando coisas diferentes. Também é uma pesquisa de percepção, com profissionais de projeto ouvidos pelo PMI, e não uma auditoria de resultados.
Outro cuidado: o PMI resume o achado como cerca de um terço. O 31% aparece em análises do relatório publicadas na comunidade do PMI, então confira o valor exato na página do relatório antes de repetir por aí. E não coloque esse número ao lado de percentuais de outros levantamentos, porque a base e a pergunta mudam e a conta não fecha.
Mesmo com as ressalvas, a ordem de grandeza incomoda. Um em cada três projetos complexos entrega menos do que prometeu.
Por que prazo é fácil e benefício é difícil
Prazo se mede toda semana. Tem cronograma, tem data, tem atraso que dá para ver. Benefício costuma ser medido só no fim, quando a equipe já está em outro projeto e ninguém é dono do resultado.