Maturidade em gestão de projetos: por que o número não sai do lugar há dez anos
Equipe Prymaz··4 min de leitura
Há quase dez anos a Wellingtone pergunta às organizações como elas avaliam
a própria maturidade em gestão de projetos. E há quase dez anos a
resposta chega quase igual: 44% dizem estar insatisfeitas ou muito
insatisfeitas com o nível atual. Não é um mau ano isolado. É uma década
inteira de diagnóstico estagnado.
Dez anos de consciência sem mudança de resultado não é falta de percepção.
É falta de decisão sobre o que fazer com a percepção que já existe.
O número que preocupa mais: otimismo sem evidência
Só 22% das organizações dizem ter maturidade de nível 4 ou 5 (os graus
mais altos da escala usada na pesquisa). O problema é o que a própria
Wellingtone observa sobre esse número: a evidência real do mercado sugere
que ele é mais otimismo do que fato. Ou seja, mesmo o grupo que se
autoavalia bem provavelmente está superestimando o próprio nível.
Isso combina mal com o primeiro dado. Se quase metade está insatisfeita e
a minoria satisfeita provavelmente superestima a própria posição, o quadro
real de maturidade é pior do que qualquer um dos dois números sugere
isoladamente.
Por que dez anos de consciência não bastaram
Saber que a maturidade é baixa não é o obstáculo. O obstáculo é que subir
de nível de maturidade normalmente exige mudar algo estrutural: como o
portfólio é priorizado, como o risco é monitorado, como a decisão é
documentada. Mudanças assim custam tempo de liderança e atrito de
processo, e é mais fácil adiar para o próximo trimestre do que enfrentar
agora.
O resultado é um ciclo conhecido: a organização reconhece o problema na
pesquisa, nada muda na prática, e no ano seguinte o mesmo problema aparece
de novo, com o mesmo grau de insatisfação. Reconhecer sem agir vira hábito
tão fixo quanto o próprio problema.
O que realmente move maturidade (e o que só parece mover)
Trocar de ferramenta, sozinho, raramente move o ponteiro. O que move
maturidade, segundo o que a própria estrutura da pesquisa aponta, é:
Ter linha de base e indicador confiável (o mesmo buraco discutido
na pesquisa sobre painel de controle), porque sem dado real não há como
saber se a maturidade está subindo ou só parecendo subir.
Institucionalizar o processo, não deixá-lo depender de uma pessoa
específica que "sabe fazer direito". Maturidade que mora na cabeça de um
gerente sênior desaparece quando ele sai.
Medir maturidade contra critério externo, não contra a percepção
interna de "estamos melhores que ano passado". É exatamente essa
comparação com critério externo que fez o dado da Wellingtone revelar a
diferença entre autopercepção e evidência real.
Como sair do ciclo de dez anos
A pergunta que separa quem sai do ciclo de quem continua nele é simples:
sua empresa mediria hoje maturidade melhor do que media há dois anos? Se a
resposta é "não sei" ou "provavelmente não", o problema não é falta de
consciência, é falta de um sistema que registre e compare maturidade ao
longo do tempo, em vez de reavaliar de memória a cada pesquisa anual.
Como a Prymaz ajuda
O Painel Prymaz e a Memória do Portfólio dão à organização um
histórico real de decisões e indicadores, para que subir de maturidade
deixe de depender da memória de uma pessoa e passe a depender de dado
registrado.
O suporte nativo a PMBOK, ágil e híbrido permite adotar o método que
o time realmente vai seguir, em vez de importar um framework rígido que
ninguém sustenta depois do primeiro mês.
O Relatório de Alinhamento documenta a evolução do portfólio ao longo
do tempo, dando à liderança um critério externo de comparação, e não só
a sensação de que "este ano está melhor".
Você pode testar sem custo: o plano Gratuito é R$ 0, sem cartão. Os planos
pagos e os valores atuais estão na página de planos.
Comece grátis e comece a registrar a maturidade do seu
portfólio, em vez de reavaliá-la de memória todo ano.
Perguntas frequentes
O que significa maturidade em gestão de projetos?
É o quanto os processos de planejamento, execução, medição e gestão de
risco de uma organização são consistentes, repetíveis e baseados em dado,
em vez de dependerem do talento individual de quem está conduzindo o
projeto no momento. A pesquisa da Wellingtone usa uma escala de 1 a 5 para
medir esse nível.
Por que 44% das organizações estão insatisfeitas com a própria maturidade?
Porque avançar de nível normalmente exige mudança estrutural, como
institucionalizar processo e medir com dado real em vez de percepção. Essa
mudança custa tempo de liderança e costuma ser adiada, o que mantém o
percentual de insatisfação praticamente estável há quase dez anos de
pesquisa.
É verdade que só 22% das empresas têm maturidade de nível 4 ou 5?
É o que as próprias organizações reportam, mas a Wellingtone alerta que a
evidência real de mercado sugere que esse número é otimista. Ou seja, mesmo
esse grupo que se autoavalia bem provavelmente está superestimando o
próprio nível de maturidade.
Como uma empresa sabe se está evoluindo em maturidade de projetos?
Comparando indicadores registrados ao longo do tempo, não a percepção
subjetiva de "este ano parece melhor". Isso exige linha de base, histórico
de decisões e um critério de comparação externo, em vez de depender da
memória de quem está no cargo.